terça-feira, 3 de abril de 2012
Fala sério, professor!
Que azar!
Triiiiim!!!
E lá vamos nós para mais um dia de aula.
-Bom dia, alunos!-disse alegremente Vicente, nosso professor de química.
-Bom dia, professor Vicente!-gritei junto com os outros alunos.
Enquanto Vicente colocava a data na lousa, eu estava conversando com a Alexia, minha melhor amiga, e vi, de relance, Laila mostrando o trabalho de dez páginas que Vicente havia pedido para que fizéssemos.
Ah, nãooooooooooo!
Eu não fazia ideia que o trabalho era para hoje
Eu sabia que, se eu não entregasse na data, teria que fazer trabalhos extras. E o pior é que já eram 07:10 e a aula terminava às 08:40.
Eu só tinha uma escapatória!
-Professor, eu posso ir ao banheiro?
Ele parou de escrever o texto que estava escrevendo, se virou e disse, revirando os olhos, para que eu fosse e voltasse rápido.
Sai correndo pelo corredor, pensando no que eu poderia fazer.
Então lembrei que eu havia deixado o trabalho em cima da escrivaninha do meu quarto.
Fui correndo em direção ao portão, mais, quando cheguei, ele estava trancado. Tive, então, que pular o muro e acabei rasgando cinco centímetros da minha calça jeans.
Corri por nove quarteirões até chegar ao meu prédio. Nisso, já eram 07:45.
Como eu morava no quinto andar, peguei um elevador, mas, por azar ou castigo, ele quebrou no caminho e, até o eletricista chegar, já eram oito horas.
Quando a porta do elevador abriu, entrei como um avião pela porta da cozinha e fui direto para o meu quarto.
-Mãe!
Ela veio correndo ver o que eu queria.
-Oi?! O que você está fazendo aqui?Não devia estar na escola?
-Preciso daquele trabalho de química que eu fiz e deixei aqui, mas ele sumiu-disse rapidamente.
-Ops!Eu limpei o meu quarto. Devo ter o jogado junto com o lixo lá pra fora. Desculpa!
Nem deixei que ela terminasse de falar, sai correndo até lá fora e fui até os sacos de lixo.
Abri uns cinco sacos de lixo antes de abrir o saco certo e pegar o trabalho.
Já eram 08:10 e eu estava fedendo.
Corri, novamente, os nove quarteirões até a escola. Pulei o muro e, desta vez, arranquei a manga da camiseta do uniforme.
Quando entrei na sala todos se viraram para ver da onde vinha aquele cheiro horroroso e, quando me viram com a roupa toda rasgada e o cabelo todo embaraçado, caíram na gargalhada.
Que mico!!!
Estava sentando na minha carteira quando ouvi o professor dizer:
-E por hoje é só! Não se esqueçam que vocês têm que me entregar o trabalho semana que vem!
Todos viraram pra me olhar, mas quando percebi já tinha gritado:
-Ah, fala sério professor!
Thaís Schiavon Fabbris
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário